quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

1º Dia - Rios de Verdade


  Rios de verdade escorrem entre o meu rosto, procurando uma bela realidade no meio das maiores tragédias gregas vividas em anos, meses de frieza e solidão, quero que este Inverno acabe de uma vez, espero por uma nova madrugada que faça florescer esperanças e as maiores regalias vindas da luz quente de uma estrela omnipotente, que se esconde entre tantas outras num vasto oceano de brilho e escuridão onde sou apenas mais um, em redor do que vejo, ao largo do que acredito ser severamente puro e real no meio da mais medrosa sala de espelhos e reflexos, onde já nem sei quem sou.
  Insossa é a vida que caminha por entre os traços velhos, marcados de uma sociedade oprimida por rancores e ódios sem fim, onde serei mais uma vitima que nunca poderá sentir verdadeiramente a vida enquanto viver de olhos fechados para a igualdade, de forma a que tudo o que me separa seja um todo na complexidade da mente, desejo que o futuro não seja criado pelos restos de poeira criados, varrendo ruas e deixando nuas as pessoas que pouco tem, voando e zoando no ouvido do povo que já não sabe para onde se virar, vivendo a conta-gotas com o ouro que lhe resta nas mãos, sem esperança, á procura de uma solução.
  Caminho ao largo deste tempo onde a sabedoria é a fraqueza do mundo, contudo é no rosto dos infantis que se vê a realidade, pura e crua sem qualquer beldade, estragada e maltratada a cada momento que vejo, criada e gerada por um pai superior, majestoso que apenas deseja o melhor, um caminho para a purificação da natureza humana entre palavras de salvação e coragem, mas cegos estão os olhos de quem devia ver, guiar a para um porto de abrigo, apenas vêem o seu umbigo e nele escondem as poucas migalhas de um trigo quase seco pelo sol, pela insegurança de quem pisa e rasteja o chão que já foi de todos e um dia será a cova de cada um, despidos de virtudes e mascarados pelo contentamento vivemos á face da miséria, tanto que a alma não sabe como viver com tal escassez que assombra a pouca lucidez brilhante no olhar de cada um.

2 comentários:

  1. O meu comentário é.... Quantos blogs já criaste para escrever sempre à volta do mesmo ? xDDDD

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  2. Tão verdadeiro, este teu texto.
    É a triste realidade, e tu como sempre, encontraste as melhores palavras para descrevê-la.

    Continua a escrever, tens um grande talento!

    Beijinho.
    ~ H.T.K. ~

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