sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

2º Dia – A magnitude da sabedoria


  O saber leva-nos e pensar nas diferenças entre o que se considera bem e mal, mas por absoluto que se pense, cada tema leva a uma vertente diferente que se divulga em raízes infinitas, onde os actos tentam perdoar as razões e assim, as consequências tornam-se um mero acaso do destino que vai sendo escrito em linhas tornas, numa vida onde tanto o início como o fim se tornam um mistério oculto, em verdades e factos que mergulham o saber em perguntas e acusações que os sábios tentam desmascarar, em respostas e experiências que nem sempre são as mais acertadas.
   Posso neste mesmo momento perguntar porque interrogar tais ideias que correm na minha mente como vento cortante, mas a verdade é que o pensamento humano tem destas coisas, deixa-nos pensar e vaguear em questões e em multidões de dúvidas que nos vão moldando com o tempo, quem sabe seja assim a origem da insegurança que nos deixa frios e cautelosos perante tais factos, os mesmos são curiosos, ambiciosos e acima de tudo ambíguos, pois cada palavra esconde sentidos e pedidos que a mente deixa viver superficialmente nas suas veias, no meu pensamento até que se o sonho envolve por absoluto cada assunto em doces e talvez impossíveis realidades, que nunca passarão disso mesmo, de possibilidades.
  Escrevo frases sem fim, mas na verdade continuo a questionar sem fronteiras o que sei e o que quero desvendar, em livros, no olhar de cada um, tudo o que para mim se reduz a palavra oculto, contudo é essa a razão pela dita insaciedade que nos corre nas veias, a dita falta de algo, talvez aches-me louco, agora pergunto eu, porque por mais que diga, por mais que pense estarei sempre na fronteira das questões que se tornam infinitas com o passar do tempo, assim se transcreve a magnitude da sabedoria.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

1º Dia - Rios de Verdade


  Rios de verdade escorrem entre o meu rosto, procurando uma bela realidade no meio das maiores tragédias gregas vividas em anos, meses de frieza e solidão, quero que este Inverno acabe de uma vez, espero por uma nova madrugada que faça florescer esperanças e as maiores regalias vindas da luz quente de uma estrela omnipotente, que se esconde entre tantas outras num vasto oceano de brilho e escuridão onde sou apenas mais um, em redor do que vejo, ao largo do que acredito ser severamente puro e real no meio da mais medrosa sala de espelhos e reflexos, onde já nem sei quem sou.
  Insossa é a vida que caminha por entre os traços velhos, marcados de uma sociedade oprimida por rancores e ódios sem fim, onde serei mais uma vitima que nunca poderá sentir verdadeiramente a vida enquanto viver de olhos fechados para a igualdade, de forma a que tudo o que me separa seja um todo na complexidade da mente, desejo que o futuro não seja criado pelos restos de poeira criados, varrendo ruas e deixando nuas as pessoas que pouco tem, voando e zoando no ouvido do povo que já não sabe para onde se virar, vivendo a conta-gotas com o ouro que lhe resta nas mãos, sem esperança, á procura de uma solução.
  Caminho ao largo deste tempo onde a sabedoria é a fraqueza do mundo, contudo é no rosto dos infantis que se vê a realidade, pura e crua sem qualquer beldade, estragada e maltratada a cada momento que vejo, criada e gerada por um pai superior, majestoso que apenas deseja o melhor, um caminho para a purificação da natureza humana entre palavras de salvação e coragem, mas cegos estão os olhos de quem devia ver, guiar a para um porto de abrigo, apenas vêem o seu umbigo e nele escondem as poucas migalhas de um trigo quase seco pelo sol, pela insegurança de quem pisa e rasteja o chão que já foi de todos e um dia será a cova de cada um, despidos de virtudes e mascarados pelo contentamento vivemos á face da miséria, tanto que a alma não sabe como viver com tal escassez que assombra a pouca lucidez brilhante no olhar de cada um.